Gremista percorre 14 países de Fusca para ver a Seleção Brasileira nos EUA

A Incrível Jornada de um Gaúcho na Copa do Mundo: De Fusca pela América

Recentemente, quem andou pelas icônicas ruas de Manhattan teve a chance de ver juntos alguns dos pontos turísticos mais famosos, como a Times Square, o Rockefeller Center e o emblemático Empire State Building. Mas um detalhe peculiar chamou a atenção: um Fusca azul com o escudo do Grêmio estacionado na 36th Street. Essa cena inusitada é parte da história de Guilherme Martin Nunes, que é o proprietário do projeto intitulado “Até de Fusca Nós Iremos”.

Guilherme, um gaúcho de Porto Alegre, iniciou sua aventura há três meses, viajando mais de 20.000 km com o objetivo de acompanhar a Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo. Para chegar até os Estados Unidos, ele passou por 13 países, e sua jornada não foi apenas uma viagem, mas uma experiência de vida recheada de desafios e histórias para contar.

Durante o trajeto, o Fusca, que já tem seus respeitáveis 55 anos, não escapou de algumas manutenções necessárias. “Esse Fusca veio de Porto Alegre por terra, cruzando as três Américas. O carro teve uns probleminhas no caminho, mas isso é normal para um carro tão antigo. Tive sorte, pois os problemas foram fáceis de resolver. Me fez perder um ou dois dias no máximo, mas cheguei aqui no meio da agitação de Nova York com segurança”, compartilhou Guilherme em uma conversa com a CNN Brasil.

Na ocasião, ele foi encontrado no Rockefeller Center, onde estava gravando conteúdos para suas redes sociais e também para a programação da CNN. Vestindo uma camiseta do famoso Bebeto da Copa de 1994, Guilherme fez questão de mostrar seu amado Fusca à equipe de reportagem. Ao longo do caminho pela Quinta Avenida, ele interagiu com seus seguidores em uma Live no Instagram, exclamando seu amor pelo Grêmio, seu time do coração. “Bah, [a cidade de] Frederico Westphalen é muito tricolor! Um abraço para Frederico!”, disse ele, com entusiasmo.

O Projeto de Viajar com o Fusca

Antes de embarcar nessa jornada em direção à Copa do Mundo, Guilherme já realizava viagens pelo Brasil e pela América do Sul para acompanhar os jogos do Grêmio na Libertadores e na Sul-Americana. Em uma dessas aventuras, enquanto seguia para um jogo contra o Estudiantes, em La Plata, ele enfrentou um contratempo: seu Fusca anterior foi retido na fronteira do Uruguai. As autoridades o acusaram de contrabando, pois ele tentava levar para o Brasil réplicas da taça da Libertadores, que ele tinha adquirido com a intenção de revender e, assim, custear o conserto de um dos vidros do carro.

Após essa experiência, Guilherme decidiu que precisava de um novo Fusca para continuar sua iniciativa de viajar com seu carro favorito. Com muito esforço, ele conseguiu juntar dinheiro e adquirir um novo Volkswagen, que agora o acompanharia em sua jornada até a Copa do Mundo. Para essa nova fase, ele contou com o apoio do Grêmio e de algumas marcas parceiras.

O Caminho até a Copa do Mundo

Depois de chegar a Nova Jersey para o primeiro jogo do Brasil no Mundial, que terminou em empate 1 a 1 contra o Marrocos, Guilherme se preparou para seguir em direção à Filadélfia. Lá, a Seleção Brasileira enfrentará o Haiti. Para tornar sua viagem ainda mais confortável, Guilherme fez algumas adaptações em seu Fusca: retirou o banco do passageiro e um banco de trás para instalar uma cama. Além disso, ele adaptou a estrutura do carro para incluir uma geladeira e, como todo bom gaúcho, uma churrasqueira.

“Eu consigo levar comida, carne, sem estragar. E tenho uma churrasqueirinha comigo, uma parrilla para fazer um assado na estrada”, revela Guilherme, que se prepara agora para a etapa seguinte da sua jornada, rumo à Flórida, onde o Brasil fechará a fase de grupos contra a Escócia. “No dia 20 eu sigo para Miami, são 2.000 km até lá, para continuar seguindo a Seleção. E, se Deus quiser, o Brasil vai se classificar em primeiro e nós vamos para Houston”, finaliza o gaúcho, que já se tornou amigo de um mecânico em cada país que passou.



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