Naming rights impulsionam receitas dos Estaduais no Brasil; entenda

Como os Campeonatos Estaduais Estão Transformando o Cenário do Futebol com Naming Rights

Nos últimos anos, especialmente após a pandemia, os campeonatos estaduais no Brasil têm passado por uma verdadeira revolução econômica. Uma das principais estratégias adotadas pelas federações que organizam essas competições é a adoção de acordos de naming rights. Esses acordos permitem que empresas se associem aos nomes dos torneios, criando uma nova fonte de receita que antes era pouco explorada.

O Crescimento dos Naming Rights

Atualmente, das 27 federações que organizam competições regionais, 18 já firmaram contratos de naming rights. Isso representa um avanço significativo, pois antes essa prática era bem menos comum. Estima-se que essa nova abordagem pode gerar entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões anualmente para as principais entidades do futebol brasileiro.

O Campeonato Paulista, por exemplo, agora conta com as Casas Bahia como parceira oficial. Além disso, outros campeonatos regionais também estão se beneficiando dessa tendência. O Roraimense fez uma parceria com a GiroAgro, enquanto o Goiano assinou um contrato com a varejista Novo Mundo. O Baiano, por sua vez, agora tem a bet Mansão Green como patrocinadora.

Impacto nas Entidades Regionais

Não é só em São Paulo que essa tendência vem ganhando força. Entidades de estados como Acre, Amapá, e até mesmo do Distrito Federal estão se engajando em acordos de naming rights para suas competições. É um movimento que reflete um desejo crescente de associar marcas ao futebol. Essa conexão não é apenas financeira; é também uma maneira de as empresas se aproximarem das comunidades locais.

Ativações Comerciais e Oportunidades de Engajamento

O Paulistão, além de seus novos contratos, ainda mantém ativações comerciais paralelas. Um exemplo disso é o troféu Craque do Jogo 7K, que é concedido ao melhor jogador de cada partida, com votação realizada nas redes sociais. Essa premiação, patrocinada pela 7K Bet, agrega valor ao torneio e cria uma dinâmica de engajamento muito interessante.

Visão das Empresas

De acordo com Leonardo Sodré, CEO do Grupo GIROAgro, o investimento vai além da simples visibilidade da marca. Ele vê o Campeonato Roraimense como uma plataforma de relacionamento e expansão de mercado. “Estar conectado ao esporte é muito mais do que apenas um patrocínio; é sobre valorizar o agronegócio e unir paixões nacionais como o agro e o futebol”, afirma.

Gustavo Afonso Ribeiro, fundador da Ana Gaming, também reforça a importância dessa conexão. Ele acredita que o patrocínio ao Paulistão não apenas fortalece a presença da empresa no futebol, mas também valoriza o desempenho dos atletas dentro de campo.

O Interesse Comercial Continua Forte

Especialistas em marketing esportivo têm observado que, apesar das mudanças nas datas dos campeonatos, o interesse comercial não diminuiu. Renê Salviano, CEO da Heatmap, mencionou que a captação de novos patrocinadores permanece forte, principalmente devido ao apelo das marcas regionais que desejam estar presentes no futebol.

“O Estadual sempre foi uma forma direta de diálogo com a comunidade. O custo-benefício é altamente vantajoso quando se trata do esporte número um do país”, ele explica. Essa visão é reforçada por Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports, que destaca o valor histórico e cultural das competições regionais, essenciais para a sobrevivência de muitos clubes.

Conclusão

Portanto, podemos observar que os campeonatos estaduais estão se adaptando a um novo modelo de negócios que não apenas gera receitas, mas também fortalece laços entre marcas e comunidades. O uso de naming rights é uma tendência que veio para ficar e que promete transformar ainda mais o cenário do futebol no Brasil. É um momento empolgante tanto para os clubes quanto para as empresas que buscam uma conexão mais profunda com o público.

Você já havia percebido essas mudanças nos campeonatos estaduais? Deixe sua opinião nos comentários!



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