STJD condena Santos por cusparadas de torcedores em Reinaldo, do Mirassol

Santos é Multado em R$ 15 Mil por Ação de Torcedores em Jogo Contra o Mirassol

No dia 4 de agosto, o Santos Futebol Clube enfrentou uma situação complicada que resultou em uma multa de R$ 15 mil, após a decisão do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A questão em pauta envolveu torcedores que cuspiram em direção ao jogador Reinaldo, do Mirassol, durante um jogo realizado na Vila Belmiro, onde as emoções estavam à flor da pele.

O Que Aconteceu no Jogo

A partida entre Santos e Mirassol, que terminou em um empate de 1 a 1, ocorreu em 23 de agosto. Durante o jogo, enquanto se preparava para cobrar um lateral, Reinaldo foi alvo de uma cusparada. Essa ação foi registrada na súmula da árbitra Edina Alves Batista, que relatou que o ato partiu da torcida santista, mas, na hora, não foi possível identificar o torcedor responsável. A situação gerou um grande alvoroço, pois a integridade do atleta foi desrespeitada.

A Resposta do Santos

Após o incidente, o Santos decidiu agir rápido e começou uma investigação interna para encontrar o torcedor envolvido. Com isso, o clube conseguiu identificar um dos responsáveis e registrou um boletim de ocorrência, encaminhando o caso para as autoridades competentes. O torcedor identificado compareceu à Polícia Civil e confessou que realmente havia cuspido na direção do jogador. Essa atitude foi utilizada pelo Santos em sua defesa durante o julgamento, alegando que o clube não deveria ser responsabilizado pela ação de um único torcedor.

O Código Brasileiro de Justiça Desportiva

Segundo o artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, um clube pode ser isento de responsabilidade se demonstrar que tomou as medidas necessárias para identificar e reportar os autores de comportamentos inadequados. Essa foi a justificativa apresentada pela 4ª Comissão Disciplinar, que inicialmente havia absolvido o Santos.

Decisão do Pleno do STJD

Entretanto, a Procuradoria do STJD não concordou com a decisão e recorreu, argumentando que as ações do Santos não eram suficientes para livrar o clube da responsabilidade. No julgamento que ocorreu na sexta-feira, o relator Anderson Prezia Franco, ao analisar o caso, constatou que as imagens mostravam a participação de dois torcedores. Um deles já havia sido identificado, mas o segundo, que usava uma camisa e boné pretos, não foi localizado pelo clube.

As Imagens e a Decisão Final

O relator destacou que as imagens eram claras e permitiam ver que um segundo torcedor também havia cometido o ato de cusparada. Apesar de não ter sido possível determinar se as cusparadas atingiram Reinaldo, a responsabilidade pelo comportamento inadequado dos torcedores foi corroborada. Prezia afirmou que era evidente a participação de ambos os torcedores no episódio de desordem.

A Reação de Reinaldo

Após o ocorrido, Reinaldo expressou sua indignação nas redes sociais, descrevendo o ato como “nojento” e “lamentável”. Ele enfatizou que nenhum jogador deveria ser alvo de tal desrespeito enquanto representa sua equipe e seus torcedores. Reinaldo pediu que ações fossem tomadas para evitar que situações semelhantes acontecessem no futuro.

Consequências e Reflexões

A decisão de multar o Santos foi unânime, e o clube terá que arcar com a penalidade. O relator considerou não apenas a participação dos torcedores, mas também as tentativas do Santos em identificar um deles. Contudo, a desordem, embora não generalizada, resultou na multa sem perda de mando de campo, o que poderia ter sido uma penalidade ainda mais severa.

Considerações Finais

Este episódio levanta questões importantes sobre a conduta dos torcedores e a responsabilidade dos clubes em manter um ambiente seguro e respeitoso nas partidas. O Santos, ao reconhecer a gravidade da situação e tomar medidas para identificar um dos torcedores, demonstrou um comprometimento em evitar que essas ações se repitam, mas a decisão do STJD reforça que ainda há muito a ser feito nesse sentido. A luta contra a violência e o desrespeito no esporte deve ser uma prioridade para todos os envolvidos.



Recomendamos