Zagueiro pode ser suspenso por até 10 jogos por fala machista; entenda

Zagueiro do Bragantino Sob Risco de Punição Após Comentários Machistas

Gustavo Marques, que atua como zagueiro no Red Bull Bragantino, se envolveu em uma controvérsia que pode resultar em sérias consequências tanto para ele, quanto para o clube. Após a derrota do Bragantino para o São Paulo nas quartas de final do Campeonato Paulista, ocorrida no último sábado (21), o jogador fez comentários considerados machistas em relação à árbitra Daiane Muniz. Esse tipo de declaração não apenas atinge a dignidade da profissional, mas também levanta questões importantes sobre o respeito no esporte.

O Que Aconteceu Durante a Partida?

No término do jogo em Bragança Paulista, Gustavo questionou a escolha de uma mulher para apitar uma partida decisiva, o que gerou reações imediatas nas redes sociais e entre os fãs de futebol. Após a repercussão negativa, ele fez um esforço para se retratar, pedindo desculpas na zona mista, e até se dirigiu ao vestiário da arbitragem para se desculpar pessoalmente com Daiane.

Reações e Medidas da Federação Paulista

A Federação Paulista de Futebol (FPF) não deixou passar em branco as declarações do zagueiro. Em uma nota oficial, a entidade repudiou as falas de Marques e anunciou que encaminharia o caso à Justiça Desportiva, que tomará as medidas necessárias. Essa atitude demonstra um compromisso com a ética e o respeito nas competições, além de ser uma resposta necessária em tempos onde a igualdade de gênero deve ser uma prioridade não só na sociedade, mas também no mundo esportivo.

Possíveis Consequências para o Jogador

Se a FPF prosseguir com a denúncia e o caso for levado a julgamento, Gustavo Marques pode enfrentar sanções severas. De acordo com o Artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o jogador pode ser punido com uma suspensão que varia de cinco a dez partidas, além de uma multa que pode oscilar de R$ 100,00 a R$ 100.000,00. O artigo em questão aborda atos discriminatórios, que incluem comentários desdenhosos ou ultrajantes relacionados a preconceitos de diversas naturezas.

Casos Anteriores e Precedentes

Esse não é o primeiro caso de punição no futebol brasileiro relacionado a declarações machistas. Um exemplo recente é o do técnico Ramón Díaz, que recebeu uma pena de seis jogos de suspensão e uma multa de R$ 50.000,00 por declarações inadequadas. Em uma coletiva de imprensa, o treinador fez uma afirmação infeliz, dizendo que “futebol é para homens, não para meninas”, o que gerou uma onda de indignação.

O Que Diz o Artigo 243-G?

O Artigo 243-G do CBJD é claro em suas diretrizes. Ele estabelece que praticar atos discriminatórios é passível de punições rigorosas, que incluem não só a suspensão, mas também a aplicação de multas. Essa norma é fundamental para garantir que o esporte seja um ambiente respeitoso e inclusivo para todos. O artigo menciona que a pena pode ser estendida se a infração for cometida por um número considerável de pessoas vinculadas a uma mesma entidade, o que poderia resultar em perda de pontos ou até mesmo a exclusão da equipe da competição.

Reflexões Finais

É essencial que o futebol, como um dos esportes mais populares do Brasil, avance em questões de igualdade e respeito. Comentários machistas como os de Gustavo Marques não têm espaço em um ambiente que deve ser inclusivo e acolhedor. Com as medidas que estão sendo tomadas pela FPF, espera-se que casos como esse sirvam de alerta para que todos os envolvidos no esporte reflitam sobre suas atitudes e palavras. O que fica claro é que o respeito deve prevalecer, e ações contra qualquer forma de discriminação são fundamentais para um futuro mais justo no futebol.



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