Zico rebate críticas de jornalista da Globo: “Nunca pisou no CFZ”

Zico e a Polêmica do CFZ: Uma Resposta às Críticas sobre o Futebol Feminino

No último sábado, dia 27, Zico, um verdadeiro ícone do Flamengo, aproveitou uma coletiva de imprensa após o Jogo das Estrelas para abordar críticas feitas pela jornalista Renata Mendonça, que pertencente ao Grupo Globo. O centro da discussão foram as condições de trabalho do futebol feminino do Flamengo, que a jornalista expôs em um vídeo que revelou a disparidade em relação ao futebol masculino. Essa situação gerou um grande burburinho nas redes sociais e na mídia esportiva.

A Resposta de Zico

Durante a coletiva, Zico não hesitou em contestar os pontos levantados pela jornalista. Ele argumentou que a estrutura do Centro de Futebol Zico (CFZ) não deveria ser vinculada à crítica que ela fez sobre o futebol feminino do Flamengo, afirmando que isso prejudicou a imagem do CFZ. Zico foi enfático ao dizer: “Falar do Flamengo acabou prejudicando o CFZ, que não tinha nada a ver com a história. Colocando algumas mentiras…”. Essa declaração deixou claro que ele se sentiu injustiçado com as comparações feitas.

Além disso, ele destacou que algumas das imagens apresentadas, como aquela que mostrava água preta, eram mal interpretadas e não representavam a realidade do CFZ. Segundo Zico, essas imagens foram capturadas em uma situação específica, e não refletiam a condição geral do centro de treinamento. “As pessoas precisam se informar”, enfatizou, indicando que há um descompasso entre a percepção pública e a realidade.

Críticas ao Jornalismo Esportivo

As palavras de Zico não pararam por aí. Ele também fez uma crítica direta a Renata Mendonça, sugerindo que ela nunca havia visitado o CFZ e, portanto, não tinha embasamento para fazer os comentários que fez. “Ela podia criticar o que ela acha, a questão do Flamengo, do futebol feminino, mas nunca deve colocar o CFZ, porque o CFZ não tem estrutura”, declarou o ídolo rubro-negro. Essa afirmação levantou questões sobre a responsabilidade dos jornalistas em suas reportagens e a importância de conhecer os assuntos antes de opinar.

A Reação do Presidente do Flamengo

O clima esquentou ainda mais quando Luiz Eduardo Baptista, conhecido como BAP, presidente do Flamengo, também comentou a situação. Em uma apresentação das finanças do clube, ele criticou Renata Mendonça, chamando-a de maneira pejorativa e insinuando que ela não estava fazendo um bom trabalho ao cobrir o futebol feminino. BAP disse: “Dá vontade de falar: filha, convence a sua empresa a botar R$ 10 milhões por ano, R$20 milhões por ano em direitos de transmissão que aí a coisa fica melhor”. Essa declaração foi vista como um ataque à jornalista e levantou debates sobre a misoginia no esporte.

Repercussão e Solidariedade

A repercussão das declarações de BAP foi imediata e gerou um movimento de solidariedade em torno de Renata Mendonça. Leila Pereira, presidente do Palmeiras, foi uma das que se manifestou publicamente. Ela publicou um recado onde repudiava o ataque machista e expressava sua solidariedade à jornalista. “De um dirigente de um grande clube, espera-se condutas exemplares, nunca misoginia”, afirmou Leila, destacando a importância de se ter respeito na cobertura esportiva.

Além dela, várias mulheres da mídia esportiva uniram-se em apoio a Renata, criticando a menção à aparência física da jornalista e ressaltando sua trajetória profissional. Essa mobilização foi um claro sinal de que o machismo ainda é um problema a ser enfrentado no meio esportivo, e que a união entre as profissionais é crucial para garantir um ambiente de respeito e igualdade.

Reflexões Finais

Essa situação gerou um debate importante sobre a cobertura do futebol feminino e a necessidade de um olhar mais atento e respeitoso por parte da mídia. A disparidade nas condições de trabalho entre os gêneros no esporte ainda é uma realidade, e a luta por igualdade é um desafio que precisa ser enfrentado por todos. A resposta de Zico e a reação de BAP são apenas um reflexo de uma cultura que ainda precisa evoluir. É fundamental que todos, especialmente os que têm voz ativa no esporte, se unam em prol de um ambiente mais justo e igualitário.



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